10/07/2013

Sincronicidade e livre-arbítrio - Halu Gamashi


É muito estimulante saber que as pessoas estão se interessando pelo tema sintonia e sincronicidade. O mais comum é preferirem respostas mais superficiais do tipo, coincidência para os "acasos" positivos e acidente para os "acasos" negativos. 
Exatamente neste ponto eu quero utilizar o meu estímulo para chamá-los para uma reflexão.
Ninguém, em sã consciência, chama desastre de coincidência, quando muito, chama de coincidência infeliz. 
Normalmente, comumente, o que traz conseqüência negativa é rotulado acidente. Eu acredito que este tipo de repetição mental diminui a nossa capacidade de concentração, autoanalise e autoeducação porque deixamos de exercitar a nossa responsabilidade e respeito ao próximo.
Quando ligo a TV e vejo as notícias no jornal, desestimulo-me, menos pela notícia em si e muito mais pela superficialidade que as matérias jornalísticas apresentam sobre nós, seres humanos.
Quando causamos um desastre na nossa vida ou na vida dos outros não somos educados ou estimulados para exercitar a reflexão, os verdadeiros motivos e porquês da nossa participação no desastre. Se isto acontecesse, quem sabe, nos direcionaria para refletirmos com profundidade sobre a nossa sintonia e sincronicidade e, com certeza, nos tornaria seres humanos mais sensíveis, mais profundos e cidadãos respeitáveis.
Para respeitar a si mesmo e ao próximo é necessária uma análise sem as máscaras, defesas fajutas e hipocrisias destrutivas.
A preocupação global, agora, é com o final dos tempos, o aquecimento global, sacolas de plástico, etc. Esta preocupação está totalmente fora de sintonia e sincronicidade com as energias e magnetismo de todo o planeta Terra. Esta preocupação estaria em sintonia e sincronicidade se tivesse acontecido há 500 anos.
Não fomos sintônicos e nem sincrônicos, causamos os desastres que agora chamamos de acidentes naturais.
A superficialidade não nos permite criar sintonia energética com as sintonias naturais e estar sincrônicos com elas.
Superficialmente estudamos sobre energias, filosofia, magnetismo. Somos superficiais.
Os desastres que estamos causando na nossa vida e na vida das outras pessoas é um documento vivo e indiscutível da nossa superficialidade.
O momento agora é outro.
As energias globais estão sintonizadas em preservar o que elas ainda têm de bom, estão sintonizadas em rechaçar tudo e todos que podem continuar a destruí-las.
O que me estimula a escrever este texto é me manter em foco com a minha sintonia e sincronicidade de preservar em mim o que eu ainda tenho de bom para não me expor a desastres causados por outros que contaram com a minha participação simplesmente por eu estar, naquele momento, fora da minha sintonia e sincronicidade. Do mesmo modo, estando atenta à minha sintonia e sincronicidade eu não atrairei pessoas com uma vida completamente diferente da vida que eu construí com a minha sintonia e sincronicidade e causar, na vida destas pessoas, desastres.
O homem está onde o seu coração está. O nosso deus é aquele para o qual trabalhamos todos os dias. Quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça.
Não há mais tempo sincrônico para que mudemos a nossa sintonia para ir a casa dos desavisados para os alertarmos, se fizemos isto seremos envolvidos pelos desastres que os desavisados estão fazendo com a suas vidas e rotulando de acidente.
O momento agora é outro.
Se estivermos satisfeitos com as nossas sintonias, sejam elas quais forem, é importante seguirmos com elas para que estas sintonias nos conduzam para a sincronicidade para que a força coletiva nos envolva, nos proteja e nos fortaleça.
Se mudarmos a nossa sintonia quando estamos felizes com ela para ir ajudar quem quer que seja, entramos nos circuito sincrônico que favorecerá os desastres, o desestímulo e o pior de tudo, a descrença em nós mesmos.
Hoje, quando eu ouço algumas frases do tipo "Ah! Ninguém me avisou", "Ah! Ninguém me disse", "Ah! Eu estava esperando...", afasto-me porque não há mais tempo para isto.
O tempo em que ALGUÉM viria nos dizer alguma coisa já acabou. Muitos ALGUÉNS vieram, através da música, dos movimentos culturais, das telas de artistas, dos desastres da natureza, etc. Fomos muito avisados, mas nós estávamos surdos, muito surdos, muito ocupados com a nossa superficialidade e mesquinharia para ouvir os chamados.
Quem cantava as músicas o fazia por aplausos em busca de status e não prestava atenção ao que a boca dizia. Fato é: todas as mensagens vieram.  Foram muitos os mensageiros que nem se preocuparam em perceber que eram apenas mensageiros de um momento muito mais importante. Fomos avisados. Fomos chamados.
Carl Gustav Yung nos alertou sobre sintonia e sincronicidade e pouco sabemos, de fato, o que é isto.
Há 32 anos eu estudo sintonia e sincronicidade na minha vida, na vida dos meus pacientes, na vida dos personagens dos livros que escrevo e posso falar sem nenhuma culpa que muito poucos foram aqueles que pararam para pensar na sua sintonia pessoal, que tipo de sincronicidade ela ajuda a construir.
Por tudo o que vejo nas notícias dos jornais, do mundo, das cidades, dos bairros, dos poderosos, dos pobres, dos ricos, dos acidentes, das coincidências, da superficialidade eu consigo prever que o tempo para burilarmos a nossa sintonia, para modificarmos a nossa sincronicidade também esta acabando, e quando este tempo acabar levará com ele a possibilidade do livre-arbítrio, porque o livre-arbítrio nos permite a liberdade para trabalharmos a nossa sintonia pessoal, as nossas conclusões e sincronicidade com a vida que queremos ter e manter no nosso planeta.
Quanto menos pessoas pensarem e se responsabilizarem por sua sintonia pessoal, mais abdicarão do livre-arbítrio e a massa humana superficial, que acredita em coincidências e acidentes aumentará. A responsabilidade e a capacidade para construir um mundo melhor encerra o seu tempo.
Halu Gamashi

26/06/2013

Protesto por uma nação madura


Os políticos brasileiros, na sua comunicação com o povo, batem sempre na tecla da confiança e da esperança, no "confie em mim" e "tenha esperança que o Brasil vai mudar".
É preciso ter muito cuidado e zelo quando se mobiliza a confiança e esperança das pessoas porque a confiança não é um sentimento que se eterniza por si só; e embora a esperança tenha um tempo mais prolongado, não se torna uma realidade universal.
Quando se pede confiança e esperança à alguém é porque não temos condições de dar certezas, seguranças e garantias, recorrendo-se ao artifício das promessas. Quando as pessoas não acreditam respondem com apatia, quando
acreditam ficam aguardando. Como cidadã, desde o movimento "Diretas Já", estou aguardando...
No governo Sarney o povo chorou a morte do Tancredo e o sentimento global era: o que seria do Brasil se o Tancredo não tivesse morrido? Os brasileiros se ocuparam em viver o sonho perdido, dividindo atenção com a forte frustração que foi o governo Sarney.
Na era Collor, e toda aquela confusão, a mídia política conseguiu encontrar um único culpado: Collor de Mello. E as pessoas acreditaram nisto: vamos tirar o Collor de Mello que tudo vai dar certo. Os brasileiros foram às ruas e tiraram o presidente.
O governo Itamar foi uma apatia, ele não havia prometido nada, era aquela URV que não parava de crescer e o povo ria da sua própria tragédia. Era um riso raivoso e o governo Itamar virou piada.
Chegou o plano Real com o ministro Fernando Henrique, que chamou para si a conquista, e que até os dias de hoje polemiza com o ciúme do Itamar.
Bom, pensou o povo, o cara é o Fernando Henrique. Renova-se a esperança e a confiança. O povo confiou dando a ele dois mandatos.
Chegamos, então, à era Lula; a confiança do povo duplicou a esperança no Brasil, viveu-se o zênite e o discurso do "nunca antes neste país..." foi convencendo e o povo pensou "se nunca antes neste país...". Se é assim então, agora, este pais terá o que nunca teve e foram dados à Lula três mandatos, dois à ele e um à sua sucessora, que agora governa. 
Passaram-se aproximadamente 11 anos e o discurso do "nunca antes neste país..." foi caindo em descrédito, o "nunca antes" completou 11 anos e impressiona ouvir na mídia que estão se fazendo pesquisas e pesquisas para tentar identificar o que realmente o povo quer. 
Pela multiplicidade de cartazes e palavras de ordem percebe-se claramente que o povo quer tudo o que nunca teve, "nunca antes neste país..."  e não está sabendo a quem pedir. Assim o é porque todos os governos sempre se colocaram na posição de: "Eu vou fazer o que o povo quer. Eu vou lhe representar. Confie em mim. Agora vai." 
Nós nos acostumamos a pedir aos governantes, a ficar esperando por eles e nos formatamos assim: quando me interessa eu pago propina, mas o governo não pode porque é corrupção. Porque me interessa eu não pago os direitos da minha empregada doméstica, mas o governo precisa aumentar sempre o meu salário. Enfim, o brasileiro criou uma esperança e confiança em um governo diferente daquela que ele, enquanto indivíduo, não sente necessidade de materializar. 
O meu protesto, enquanto cidadã, não vai para os governantes do meu país, o meu protesto vai para nós, povo. Quando tivermos uma consciência mais apurada de cidadãos passaremos a exercer a cidadania na nossa cozinha, na nossa garagem, nos nossos carros. 
Quando o motorista embriagado matar outro cidadão no trânsito, precisamos protestar também, ir às ruas, mostrar nosso luto pela perda de uma vida na mão de um irresponsável. Quem cala, consente! É preciso ir às ruas e dizer aos nossos governantes que não somos bêbados. É preciso dizer aos nossos compatriotas que queremos cidadãos melhores. 
Quando um desequilibrado, sabe-se lá se inspirado nos "felicianos da vida", humilha e mata pessoas por não concordar com sua opção sexual, precisamos ir às ruas e informar aos nossos governantes que somos cidadãos afinados com os direitos humanos. Quem sabe se tivéssemos feito isto não seria preciso, agora, combater um Feliciano? Estou me cobrando isto, e você? O que fazemos quando nós, povo, estamos praticando o desgoverno? 
Para exercitar a minha cidadania ficarei atenta a estas calamidades e, a partir de hoje, protestarei no meu site. Protestarei como cidadã que não concorda com um eleitor que elege os nossos governantes e também elege o desgoverno na minha cidade, no meu estado, no meu país. Farei isto pelo exercício da minha cidadania e convido a todos a participarem deste meu protesto: a cada acontecimento nefasto, ao invés de esperar pela polícia ou pelos Felicianos, vou dizer que não concordo, que não aceito atitudes que empobrecem os direitos humanos. Quem sabe se protestos assim não abrem um novo foco nos nossos políticos para os direitos humanos? Que não se manifestam quando nós, povo, estamos protestando na rua, ficam trancados em seus palácios criando projetos de lei como a "cura gay", por exemplo. 
Desde já digo: não concordo, Comissão de Direitos Humanos e Minorias, com um projeto que humilha a minha nação e o meu povo diante das nações internacionais que trabalham para a abertura da consciência e direitos Individuais. O deputado hoje não concorda com os gays, amanhã não concordará com os católicos, com os espíritas, com os umbandistas e se dará o direito de, por ser deputado, perseguir o axé do candomblé, por exemplo. E nós povo, estamos atentos para isto? E quem votou neste deputado, que ao invés de estar preocupado com o crescimento de um país está se ocupando em levantar bandeiras abusivas aos direitos individuais - é assim que se elege ditadores, é assim que se elege o retrocesso, é assim que se elege a ignorância. 
Enfim, seremos um povo digno de uma nação quando começarmos a fazer o que estamos cobrando dos governantes e eles, os governantes, nos tratarão com mais respeito e dignidade. Quem quer respeito precisa respeitar-se primeiro. 
Será que já paramos para pensar como é que os nossos governantes nos veem? 
Eu acho, até, que não interessa para os governantes, pelo menos para estes governantes que tivemos até então, a nossa cidadania madura. 
Eu assisto os políticos falando na televisão, ouvi alguns prefeitos, governadores, e o sentimento que eu tive é que eles estavam falando para uma nação que dirige embriagada, que estoura o cartão de crédito nas promoções do consumo inútil, para jovens que vão às escolas para não estudar, para pessoas que batem e matam por não concordarem com a opção sexual de outro cidadão e atuações brasileiras desassociadas de cidadania, enfim, para este nosso lado de maturidade infantil que só vai depender de cada um de nós para amadurecer. 
Nós, povo, precisamos parar de pedir ao governo os nossos direitos como quem pede esmola. 
Nós, povo brasileiro, precisamos parar de exigir dos nossos governantes como as nossas crianças, em casa, exigem os seus brinquedos. Não podemos esquecer que, desde o lápis de cor colorido, que pintamos o Collor de Melo, aprendemos a usar a nossa porção lúdica para escolher os nossos governantes e os desenhamos nos nossos cadernos de desenho como uma criança desenha seus pais segurando sua mão para levá-la para a escola. É importante que façamos a nossa parte e só assim deixaremos os pensamentos e sentimentos lúdicos para o por do sol, para a lua cheia, e materializaremos a racionalidade para escolher governantes que também já abandonaram o lúdico movimento das promessas. 
Por um Brasil melhor, por um povo amadurecido, dedico o meu melhor pensamento e sentimento de hoje,
Halu Gamashi

24/06/2013

Protesto de uma cidadã contra a cura gay - Halu Gamashi


Estamos vivendo um momento difícil de assimilar, com promessas "novas" e projetos de lei "novos" que trazem no seu bojo a Idade Média e, portanto, um retrocesso.
O Feliciano propõe a cura gay e a Dilma busca médicos no exterior. O que posso assimilar destas duas informações? A Dilma vai buscar médicos para curar os gays do Feliciano? Ou preciso entender que a nossa Presidenta está falando de uma coisa e o deputado está falando de outra? Se é assim, se é isto o que é a democracia, eu gostaria de saber o que a democrata Dilma acha da cura gay e o que o deputado Feliciano, Presidente da Comissão dos Diretos Humanos, pensa sobre a busca de médicos no exterior. Uma nação é um conjunto.
Senhor Joaquim Barbosa, por favor, venha nos salvar. O povo lhe clama e, pelas suas atitudes presidindo o STF, este é um clamor maduro.
Povo brasileiro: queremos voltar à Idade Média? Queremos dizer ao mundo que acreditamos que a opção sexual é uma doença - uma discussão que ruiu por falta de credibilidade? Queremos dizer ao mundo que no nosso país não existem médicos? Eu não quero dizer isto! E você?
Tá aqui um manifesto, estou buscando uma soma de consciências para ampliar a minha própria consciência. Basta de ficar calado, esperando pelo bom senso dos nossos políticos.
Aqui vai um recado para você que elegeu e elege os "felicianos": saiba que você está abrindo espaço para, quem sabe no futuro, ter um governante homossexual que acredite que a heterossexualidade é um retrocesso, que está fora de moda. Amanhã poderá aparecer um presidente que acredite que o Brasil não tem professores, jornalistas e ir buscar em outros países. É preciso enxergar o perigo deste tipo de pensamento.
Sempre morei em cidades pequenas e sei a dificuldade de se encontrar médicos para estas localidades. Também sei que existem muitos médicos em busca de emprego, insatisfeitos com os seus ganhos aqui mesmo, no Brasil, e a questão de saúde pública não se resolve apenas com médicos, ele precisa medicar, examinar, e é real a escassez de recurso dos profissionais das cidades do interior.
Como disse, estamos vivendo um momento difícil de assimilar, portanto é preciso cautela. Infelizmente a justiça não nasce do verdadeiro direito e necessidade de um povo; a justiça nasce quando um povo reconhece seus direitos e necessidades e escolhe, no cenário político, outros cidadãos que estão atentos a estes direitos e necessidades.
Qual seria o direito e a necessidade para uma lei que pretende a cura gay?
Fico pensando se por trás deste projeto de lei não existe um ditador que inicia a sua carreira ditatorial. Estas figuras agem assim, primeiro escolhem um tema polêmico na sociedade. Um tema que divide as maiorias e divide as minorias. Quando a nação é culta, está atenta a este início, aborta o projeto no ninho. Quando não, pensa assim: "como eu não sou gay, isto não é um problema meu", ou "se eu sou gay reconheço os avanços da mentalidade mundial e este cara é um palhaço". Fato é: o circo vai tomando força. Amanhã este projeto de ditador poderá eleger uma religião e achar as demais desnecessárias e vai avançando, depois discorda da arte, do riso, da alegria, e por aí vai. A história está repleta deles. Não podemos nos esquecer que Adolf, antes de ser Hitler, era um fracassado que teve a idéia de agradar um determinado grupo, foi agradando pequenos grupos, minando direitos individuais, minando a civilidade e deu no que deu.
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias existe para estar afinada com os Direitos Humanos. Quando a Comissão de Direitos Humanos de um país está afinada com o retrocesso, com o sectarismo religioso, o que é que este deputado está fazendo nesta cadeira? Criando uma poltrona antiga, furada, em desuso, no momento em que vemos jovens sendo abraçados por seus pais, pela sociedade, apesar de sua opção sexual, apesar de sua opção musical; quando vemos negros compreendendo e vendo compreendida a sua alma, independente da cor da pele que a reveste. Eu digo não à esta poltrona, à este espaço que está sendo criado dentro da Comissão dos Direitos Humanos para a lascívia desumana, para a retomada de conflitos superados. Eu acredito que o amor venceu. E você?
Este protesto é a tentava de uma cidadã de assimilar o que é que está acontecendo em seu país.
Este protesto é de uma cidadã que não está reconhecendo o seu país por saber da função do Brasil no mundo: um país miscigenado, multicultural, berçário da cultura mundial pela convergência de pensamentos e propostas que geraram o nosso país. Um país como este tem o direito de não dar voz à Felicianos, a não dar voz à procura de médicos em outros países.
O Brasil tem o direito de ser divulgador da humanização universal.
O Brasil tem o direito de dizer que o preconceito racial foi uma bestialidade.
Por sua arte, cultura e música; artistas e músicos que cantaram o amor de forma única e preciosa, o Brasil tem o direito de dizer que toda forma de amor vale a pena porque a nossa alma não é pequena; por causa do sol de Copacabana e do luar do Sertão, por nossa mãe gentil, pelas estrelas de nossa bandeira, pelo progresso que trabalha a nossa ordem, eu digo sim ao amor, à compreensão, à condição incondicional do amar. E você?
Halu Gamashi

22/06/2013

A fórmula do perdão - Halu Gamashi


A carne arde em uma dor dilacerante, queima, fuça, esmiúça, moi, tritura. Assim é a dor da criatura: a raiva a esfria, a decepção a nega, o ódio a acende, a melancolia a deprime, a nostalgia a acelera e a saudade recria a dor pura, nua, como nasceu.
Esta é a memória da dor da criatura.
E quando a dor revive, procria-se, gera outros veios que nascem quentes, ardidos, pruridos; e os veios cortam, invadem instâncias mais profundas, corroem e constroem uma enorme cratera nas fronteiras da criatura; e há, neste caminho, uma margem onde a dor não alcança, não contata e é daí que brota um pavor, um horror.
O que há naquela margem que limita a dor?
O que há não permite - aquilo que existe - na cratera penetrar, a decepção não a nega, a raiva não a esfria, a melancolia não a deprime e a nostalgia não a acelera.
A margem refrata, devolve à criatura a sua dor unindo-as mais uma vez. E dor e criatura se entrelaçam até que não haja diferença entre elas, e o que fica é algo inominável que expira uma grande ferida.
A criatura perdeu suas formas e a dor ganhou mais espaços.
A consciência extinta emigrou não se sabe para onde e a dor dói grande, pulsante, vermelha como o sangue, fétida como as lamúrias, numa espécie de anti-existência, e este anti-existente finalmente se encontra com a morte.
Já não há mais pavor ou horror - estes foram os últimos venenos que mataram a criatura. E a anti-existência, vagando, atravessa a margem, reconhece a vida, uma cor, conhece o verdadeiro silêncio e, de repente, sem nenhuma ordem ou comando, o anti-existente, com o seu quase nada, sabe-se diante do seu criador.
O ser superior que não a abraça, não a alenta, não a cura de sua dor; o silêncio do criador é uma lição constante, gritante de compreensão e o anti-existente - com o seu quase nada - começa a compreender o seu corpo depauperado, as suas formas extintas, a tintura amarga do seu viver e, de repente, sem nenhum comando, compreende que não esta sozinho, que todas as outras criaturas são e estão no mesmo caminho: o que as diferencia é o tempo. Algumas ainda estão no estágio de ardor da dor e de esfriá-la com a raiva, negando-a com a decepção. Outros revivem a memória da dor e o anti-existente, num ato de compreensão maior, despede-se do seu quase nada e é recriado pelo seu criador.
No seu primeiro novo instante se pergunta se já esteve ali outras vezes e esta indagação traz de volta sua consciência. Num segundo instante - de novo criado - pensa em retomar seu caminho e faz uma nova descoberta: quando se está nos terrenos do criador é ele quem determina o momento do retorno.
Na condição de novo, de criatura, percebe uma outra margem e conhece uma nova dor. Esta não arde, não corta, nada a esfria e não há como nega-la, não acelera, não dispersa e não dispensa; e sem nenhum comando, sem nenhuma ordem a criatura sabe que aquilo que sente agora não é uma dor provocada pela vida, não é uma dor ungida por outras pessoas: é a necessidade de perdão.
Nas margens do perdão há uma dor diferente das outras, ela ilumina e clareia.
Neste momento, a criatura descobre a fórmula do perdão, compreende que o perdão é um contrato no qual está esclarecido que a criatura precisa abdicar da culpa e dos culpados, do ego e dos egoístas, das barganhas que fez para sobreviver até então, precisa renunciar aos dias vividos deixando para trás perdas e ganhos, e bem e mal tem o mesmo tamanho.
O contrato esclarece que tudo o que se viveu é parte de alguma coisa menor do que se tem para viver; a dor dói e não machuca. A nova criatura descobre que tudo o que viveu simplesmente é a menor parte de alguma coisa desconhecida que não foi tanto e nem tão pouco.
De fato não houve brilho, nem ausência de cor, simplesmente fazia parte de uma massa inocente que ainda busca nas pessoas o que nenhuma pessoa tem para dar e ofereceu-se como se tivesse algo, ofertou o que não era seu e cobrou de quem não tinha; e, sem nenhum comando, nenhuma ordem, a criatura soube que antes de voltar ao seu criador fazia parte do reino das criaturas inocentes porque só um inocente fere por desconhecer que também será ferido, só um inocente mata por desconhecer que também estará morrendo junto.
Na inocência há coisas a fazer, a realizar, na inocência há prêmios e reconhecimentos. O perdão é como um tronco de árvore na correnteza do rio e agora é um instante da primeira escolha da nova criatura: ou abraça o tronco e permite que a correnteza do rio conduza-a para o novo momento ou...
A nova criatura não sabe, não sabe porque já abraçou o tronco da árvore que a enraizará em outro reino.
Abraça o tronco perdão, perdoa-se, perdoa tudo, perdoa todos. E a correnteza que escalpa a pele do tronco destitui a nova criatura da sua pele e, de repente, sem nenhum comando, criatura e tronco se fundem e viajam sem dor não se sabe para onde.

Halu Gamashi

A autora dedica este texto: "À Dra. Cíntia Azevedo Marques Perico, que me ajudou a desplantar a minha árvore dos terrenos áridos que também construí com a minha existência e me possibilitou conhecer novas afluentes do mesmo rio."

15/05/2013

O casal primordial - Halu Gamashi


Hoje eu acordei pensando na Natureza, nestes seres que já foram adorados como deuses em um tempo em que éramos mais inteligentes. 
Fico me perguntando como tem sido, para estas divindades, conviverem conosco. 
Eu estou na Chapada Diamantina, no Capão. Como sempre, estou cumprindo tarefas da espiritualidade e hoje, aqui, faz muito frio; e o vento corre solto e veloz, assovia e grita mensagens, recados de outras divindades. 
O vento e o frio me estimulam a pensar no sol, estrela de quinta grandeza, que nos dá calor e luz. 
É sabido por todos que o sol está a cada dia mais perto. O que será que ele sente com esta aproximação? Agora que nos conhece melhor, o que será que pensa de nós? O que fazemos com seu calor e luminosidade? O que será que pulsa em suas entranhas divinas de astro rei? 
O sol me estimula a pensar na lua. Hoje eu não a verei, estará encoberta pelas nuvens e as nuvens, por sua vez, carregadas de água. Como será que a lua reflete, em si mesma, o que percebe da aproximação do sol conosco? Sentirá vergonha por nós ou, ainda será soberana e, contra toda a sua natureza, acalentará o sol fazendo-o olhar para o futuro? 
Temendo que sofra o sol com a aproximação que ela mesma sofreu quando nós nos aproximarmos dela, ela - a lua - busca forças na sua escuridão para cumprir o seu revés, lutando contra a sua própria natureza, para levar o sol para o futuro. Quem sabe ainda conseguirá iludi-lo, fazendo-o projetar a sua claridade para este futuro, onde lá estarão os filhos de Deus humanizados, confraternizando, valorizando a vida por já ter desistido, deixado no passado o morrer e o matar. Conseguirá a lua tal proeza? 
Encontra-se ali, na sua redondeza, a parceira ideal para este intento. Por ali está Lilith, a deusa das ilusões.
Concordará Lilith com esta saga? A saga da lua que quer proteger o sol do sofrimento de conviver conosco. 
Mesmo que Lilith a acompanhe nesta jornada ainda não será o suficiente. Sabe a lua que precisará comover o tempo para que ele permita Lilith embebedar o seu futuro? Conseguirá a lua comover o tempo? Justamente o tempo que nos conhece tão bem? 
Desde o início dos tempos até o final dos tempos é ele, o tempo, quem mais nos conhece e, de tanto nos conhecer, dividiu-se em três partes.
Princípio é a face do tempo que se ofereceu como morada para a esperança, criando assim uma muralha de proteção para ela. Na sua sabedoria sabe, o tempo, que a esperança precisa morar na sua face que principia.
Meio é a parte do tempo onde mora a escolha. Habitando o meio tempo, a escolha nos observa definindo as nossas próprias escolhas. E no Final do tempo moram os que escolheram com o tempo caminhar. 
Sabendo dos tempos, quer a lua, agora, a cumplicidade do tempo e de Lilith para levar o sol a um futuro feliz. 
E ele, o sol, senhor da clareza, da claridade e da lucidez, se permitirá tal engodo? Será que o choro das águas não tem a força de informar ao sol sobre a nossa falta de escrúpulos? 
Será que a ação do fogo, revoltado por ver o sofrimento das águas, não tem a força de mostrar ao sol a nossa mesquinharia? 
Hoje acordei pensando nos elementos da natureza que já foram adorados como deuses em um tempo - em um princípio de tempo - no qual éramos mais inteligentes; e, alimentados pela esperança, acreditávamos que um dia seríamos, enfim, lapidados e humanizados. 
Esperançosos, e ainda inteligente, demos início a nossa jornada. Lá, naquela época, quando habitávamos na esperança - que habita nos princípios do tempo - sabíamos, mesmo sem nenhum conhecimento, muito mais do que sabemos agora. 
Hoje não sabemos mais nada. Hoje nos pautamos no que conhecemos, neste conhecimento tosco, inventado pela nossa ignorância que depauperou a nossa sabedoria.
Este conhecimento - que repetimos quando citamos outros homens que habitaram lá, no princípio do tempo -, este conhecimento, fruto peco das nossas interpretações completamente destituído de alma. Este conhecimento conveniente, que diz e se contradiz.
Para tanto, inventamos o paradoxo; e no paradoxo nos transformamos. 
Com amor por aqueles que estão por aí, no final dos tempos, em busca de um Princípio. 
Halu Gamashi

04/05/2013

Um Vaga-lume - Halu Gamashi


Um Vaga-lume

O trecho abaixo pertence, originalmente, a um email que Halu Gamashi escreveu a um amigo. Resolvemos também colocá-lo à disposição de todos na internet devido à importância e utilidade do conteúdo.

"Eu acredito que pensar nas pessoas que amo amplia a minha humanidade, aumenta as minhas chances de humanização. É vital, primordial, pensarmos nas pessoas que amamos - todos os dias - para nos mantermos ligados à luz neste terrível momento de treva, no qual o planeta aprofunda na escuridão. E a treva, abundante, nos cega e nos põe surdos. 

Pensar em quem amamos, diariamente, sempre foi e sempre será a grande Arca de Noé que nos impediu (e impedirá) de naufragarmos nas águas mal-afortunadas, crescidas, avolumadas dos pântanos da mágoa, do terror e do egoísmo. 

Eu venho vivendo, aqui, os meus dias buscando - neste labirinto - seguir as pegadas e rastros das pessoas nobres da espiritualidade, que deixaram, nos seus caminhos, vaga-lumes.

Quando tenho dúvida, paro, penso e espero um vaga-lume aparecer. Quando estou certo, vou no meu rumo, acreditando no que faço, no prazer e com o prazer pelo que faço."

Halu Gamashi

maio 2013

27/03/2013

Ofícios - Halu Gamashi

Sobre os ofícios

Em 27 de janeiro de 1997, às 9h, em São João da Aliança, GO/BR, eu, Halu Gamashi, fui completamente tomada por uma consciência que disse a mim ser um "Kadoshi" -- uma semana antes havia sido orientada pela espiritualidade que acompanha o meu trabalho a me dirigir a cidade acima citada. Muitas pessoas me acompanharam e viveram este importante momento comigo.  
Exatamente no dia e hora citados esta força falou por minha boca -- difícil, impossível descrever a sensação de ternura, carinho e compreensão que se apoderaram de mim. Simplesmente descrevo como uma necessidade vital de levar aos homens estas mensagens, que todos os que lá estavam ouviram-nas pela primeira vez, juntamente comigo.
Coloquei estas mensagens em um livro intitulado: "A Hermenêutica de Deus e o Código Original".
Hoje, dia 18 de março de 2013, às 11h, no Vale do Capão, Chapada Diamantina, BA,/BR, recebi a orientação de colocar este documento espiritual no meu site; se não o fiz antes foi por não ter recebido esta ordem que, agora, recebo. Junto com a ordem me vem um recado ou uma mensagem para que eu distribua: “Este documento espiritual que se auto-intitulou ‘Ofícios’, ‘Parte III, Ofícios e Epistolas’, livro ‘A Hermenêutica de Deus e o Código Original’, são, na realidade, diretrizes, setas que iluminam a jornada dentro deste período de profundas trevas que estamos atravessando”.
Recebo também a informação que o nosso planeta mergulha na parte mais escura desta treva atemporal. Sou informada que levaremos sete anos para ultrapassá-la. O nosso planeta já viveu fases como esta em outros tempos, cito aqui os sete anos de fome no Egito, que não foi pior porque José foi avisado em sonho. Recomendo pesquisa sobre este período na Bíblia, livros místicos e textos esotéricos que narram diversos períodos em que o planeta Terra repetiu esta mesma experiência.
Eu, Halu Gamashi, recebi uma ordem e a cumpro com inteireza.
4 x 4 = 16. Isto é uma citação cabalística que significa: "Assim é, assim será, assim o cumpra".
No dia 27 de janeiro de 2013 eu me instalei aqui, no Vale do Capão, Chapada Diamantina, BA/BR, para morar também recebendo ordens superiores. Hoje, 18 de março de 2013, recebo este texto juntamente com a orientação de repassar a todos, semanalmente, este documento espiritual que foi chamado pelos seres superiores de "Ofícios".
Desde o dia que os recebi até os dias de hoje se passaram 16 anos e, durante estes 16 anos eu, Halu Gamashi, fui conduzida pela espiritualidade superior a mergulhar nesta treva atemporal na qual, de tempos em tempos, todo o planeta mergulha. Vi muitas coisas, compreendi outras tantas. Esta zona de treva é perigosa, estimula a maldade dentro dos homens através das suas mesquinharias, ódios, desavenças, invejas, cobiças pessoais.
Sou informada que a cada um milhão de pessoas que mergulham nestas trevas uma consegue sair. Quem sabe fazer contas que faça.
Dou aqui o meu testemunho: durante estes 16 anos por muitas vezes eu mesma conclui que não conseguiria sair. A minha tábua de salvação foram estes “Ofícios”; ler, refletir e estudá-los operou na minha mente uma lucidez para encontrar as pedras luminosas que me levariam à saída, que me levariam ao portal da luz .
4 x 4 = 16
Fiz, cumpri e isto é o que importa.
São sessenta "Ofícios" e vamos disponibilizar um por semana por ter sido exatamente assim que me orientaram a fazer.
Quem quiser aprofundar, conversar sobre este tema, só o farei de forma oral e pessoalmente por ter sido desta maneira a orientação que recebi.
Com carinho por todos,
Halu Gamashi 

Os Ofícios são publicados toda quarta-feira no site www.penselivre.com.br


Introdução

Eu sou a Luz que desapareceu sem apagar a lamparina.
Eu sou a Luz, eu sou o Éden.
Eu vou criar mais criaturas dentro das criaturas.
Eu sou, sou o fogo que flagrou os ramos do cipreste.
Eu sou o sangue que escorreu do ferro.
Eu sou a seiva que coloriu de verde o verde,
Que descoloriu o verde e alimentou a terra.
Eu sou o que falta na voz da sua fala.
Eu sou o que falta no limo da sua dor.
Eu sou o que falta no sabor da sua saliva.
Eu sou o que sobra na fartura da lua.
Eu sou o que sobra em tudo o que nasceu.
O estranho, o interno, o eterno, o íntimo, o postulado.
Eu sou, eu sou, eu sou, eu sou.
O que não se sabe sou eu.
O que nao se entende sou eu.
O que se quer sem saber sou eu.
Eu sou a oculta visão do cego,
O sombrio verbo do mundo,
O pulsar do pulsar de um instante antes da vida.
Eu sou para quem se oferece a ferida.
Eu sou, eu sou, sou eu.
Eu sou o corte do frio.
Sou eu que sou.
Eu sou, eu sou.
De ontem ate hoje, de hoje para amanhã sou eu que vou.
Eu que sou o rizo do hiperon, sou eu.
O tisne do Chipre sou eu.
A gemula do âmago do homúnculo sou eu.
O rípio sou eu.
Quem sou, eu sou.
O icto do buril sou eu.
A semana, a semente, o sêmen da semente da semana sou eu.
Sou eu que sou, eu sou.

Observações sobre a Introdução:

Rizo: elemento de composição grego, raiz.
Híperon: denominação genérica de barions instáveis, mais pesados quer o próton e que contém pelo menos um quark estranho.
Gêmula: pequena gema, embrião. Corpo reprodutor assexuado que se forma nas esponjas de água doce e em certos organismos marinhos destinado a multiplicação vegetativa.
Homúnculo: miniatura do feto humano que se supôs existir no espermatozóide.
Rípio: cascalho ou pedra miúda, com que se enchem os vãos deixados nas paredes pelas grandes pedras.
Icto: choque, golpe, acesso ou ataque súbito.
Buril: instrumento para lavar a pedra."

Algumas pessoas sugeriram  o glossário acima de palavras pouco usuais e Halu Gamashi acatou.

21/01/2013

Audições - Halu Gamashi


                                                          
Halu Gamashi encontrava-se no Vale do Capão, na Chapada Diamantina, quando vivenciou mais um intenso processo de contato e captação das energias da natureza. Ao acordar teve acesso, através de sua paranormalidade, às informações abaixo que ela decidiu nomear "Audições" e disponibilizar a quem se interessar. Outras informações serão também disponibilizadas sob o título de "Audições".

Audições

Eu vejo a morte de um grande líder por desastre. A morte deste líder causará muito tumulto. Aproveito para dizer que este será o ano dos desastres, dos acidentes, armas cuspirão fogo sozinhas, armas disparando. 
Neste momento entra, na minha freqüência, a voz e a presença do ator Valmor Chagas afirmando que foi um acidente. Ele está chamando de acidente depressivo, uma brincadeira mal humorada, um acidente de depressão, ele fala repetidas vezes. Ele precisa ir. Ele se foi. 
Muitas mortes, muitos ferimentos graves com arma, a parte elétrica dos carros também receberá a influência deste descontrole elétrico. É isto, esta é a frase: "descontrole elétrico". Eu ouço muito a frase "cuidado com a pólvora".
Um ataque a um bispo revelará segredos - não vejo com clareza - vejo tumulto. Problemas com reinado, brigas no reino - eu ouço alguém dizer isto.
A sensação que tenho é que a minha alma está sendo levada para lugares num futuro próximo.

Objetivo do texto - alertar as pessoas para acidentes, incluindo armas e máquinas.

Halu Gamashi


14/11/2012

Halu Gamashi - Sintonia, sincronicidade e os próximos sete anos.



Sintonia, sincronicidade e os próximos sete anos

Lenda e mito são a nossa geração.

Com certeza seremos, daqui a alguns anos, os próximos seres lendários e mitológicos. É impossível não estarmos conseguindo ver a sincronia e a sincronicidade entre as profecias e o mundo atual. Só mesmo uma mente lendária e mitológica não consegue estabelecer este paralelo. 

Entendo como um marco deste período o Tsunami no Japão que matou muitas pessoas, cujas consequências ainda estão matando. Mas a mente lendária e
mitológica com certeza já se esqueceu.
 
Os jornais do mundo estão repletos de confirmações das revelações e das profecias.
 
Gostaria de esclarecer que não tenho uma mente exatamente religiosa, minha
cabeça pensa com liberdade e é a liberdade de pensar que me faz ver  sintonia e sincronicidade entre escritos eruditos antigos e suas confirmações.
 
No meu programa de rádio dediquei uma apresentação sobre este tema  e
recebi muitos emails em resposta – aproveito para agradecer -. Neste programa enfoquei a relação entre a nossa sintonia e sincronicidade individual e as massas, o coletivo, os acidentes inescrupulosos que vem acontecendo no trânsito, a morte absurda de crianças e tudo mais.
 
Informo aos meus leitores que estou desenvolvendo trabalhos energéticos e workshops para conversarmos e discutirmos amplamente sobre este tema buscando enfocar nossa presença dentro deste contexto.
 
Estar atento às nossas sintonias e sincronicidades individuais são o que, de
fato, pode inibir situações que não desejamos no nosso viver. Este estudo foi iniciado e aprofundado por Carl G. Jung, médico europeu que muito colaborou para a compreensão da psique humana. Incluo aqui o tema sonhos, também profundamente estudado por este médico.
 
Sincronicidade, sintonia e sonhos são capacidades da mente inteligente, desenvolvida ter clareza e lucidez  sobre as suas metas e objetivos.
 
A liberdade de pensar conquistada pela nossa geração, somada aos estudos
deste médico, traz amplas e profundas revelações para uma vida mais sadia, livre de pesadelos noturnos e diários. Pesadelo noturno é a insônia e a incapacidade de dormir que a cada dia aumenta em todas as pessoas do mundo. Este fato é uma consequência da  falta de autoconhecimento que a nossa geração infelizmente ampliou no mundo atual.
 
Este texto é um manifesto, um pedido para que as pessoas retomem o autoconhecimento, que é responsável por todas as conquistas que adquirimos nos últimos 30 anos. Sem o autoconhecimento as pessoas jamais teriam força e clareza para discutir os direitos individuais, o mundo hoje interage com todos os indivíduos sendo irrelevantes orientação sexual, cor, raça e religião.
 
Por tudo isto é importante investirmos no autoconhecimento, aprofundar e compreender as nossas sintonias e sincronicidades, voltarmos a nos interessar pelos nossos sonhos e outras ferramentas que estimulem nossa psique a se desenvolver e se iluminar.
 
Como terapeuta, pensadora e pesquisadora da alma humana estou fundando um grupo de estudos. Os interessados devem entrar em contato pelo email: halugamashi@halugamashi.org
 
Estou muito estimulada a dedicar um tempo da minha vida para dar continuidade a este estudo e dividir os conhecimentos e experiências adquiridas com todos os interessados.
 
Oferecerei este trabalho da forma mais ampla possível.
 
A mídia mal informada, a superficialidade, a confusão extrema, as inversões e as banalizações que os estudos da alma humana vem sofrendo me enfraqueceram. Mas, exatamente hoje conclui que um ser humano com uma historia pessoal como a minha não pode desistir e encontrei forças na minha história pessoal para voltar a lutar sobre o estudo e reflexão de comportamentos da alma humana.  Se você quiser fazer parte deste grupo faça como eu, não desista, entre em contato que a força grupal nos alimentará. Com certeza realizaremos um grande trabalho.
 
Amplio a minha sintonia para que a sincronicidade ligue as minhas energias e a sintonia e a sincronicidade coletiva atuem
 
Com carinho por todos,
 
Halu Gamashi

Rádio Universo Paralelo com Halu Gamashi

Halu Gamashi

Falando e ouvindo no Universo Paralelo

Programa diário; Todas as noites As 22:00 horas

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